Teatro de Rua – este foi um dos formatos que encontramos para levar alegria, cultura e um rico conteúdo a um público que comumente não é visto em espaços culturais.
E apesar de ter esse nome tão específico, nosso trabalho não se dá somente na “rua”, e sim, em todo espaço não convencional para teatro, como praças, escolas, abrigos, asilos, eventos direcionados a comunidade, etc. Promovendo assim, a popularização desta tão rica forma de expressão.
A grande preocupação do nosso grupo é com certeza o conteúdo das peças. Apesar de estarmos procurando aprimoramento técnico para uma melhor projeção de efeito e plástica, nosso alvo é com certeza transmitir um conteúdo que sacie o espírito de um público tão sedento por dias melhores. E assim, quando chegamos em um lugar com nosso trabalho (com humor e conceito) onde a coisa mais rica que é oferecida é a dança do “créu”, percebemos que nossa arte tem realmente causado reflexão e reavaliação de valores – daí pronto: o objetivo foi alcançado!
E nessa de causar reflexão, a arte cênica já sofreu inúmeras mutações ao longo dos tempos para amoldar-se à necessidade da época e isso não afetou sua característica mais intensa: a liberdade de expressão. Liberdade esta que manteve sua veracidade em tempos obscuros da humanidade. Nem o império, o holocausto e a ditadura foram capazes de calar as vozes que em meio à opressão clamavam em discreta alta voz: “estamos sendo oprimidos”!
E o teatro é assim: reivindicação! É com ele também que podemos intensificar nossas vozes e denunciar aquilo que está na cara de todo mundo, mas que o telejornal da TV não faz muita questão de fazê-lo.
Penso que transmitimos aquilo que acreditamos. Então acreditar em um país melhor com cada um vivendo desordenadamente como se o amanhã não existisse e transmitir isso a uma escola com público em ensino fundamental, não acredito que seja a opção mais saudável.
Trabalhamos basicamente com público jovem e cremos que é nessa idade que características de extrema importância são definidas. Então, fica a nosso encargo transmitirmos aquilo que é mais viável: a decência ou o despudor, a regra ou o liberalismo, Deus ou o diabo, a verdade ou a mentira. Está tudo em nossas mãos!
Frank Nunes – produtor teatral.
Frank Nunes – produtor teatral.

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